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De escolas públicas a congressos internacionais: projeto “Exergame” destaca inovação científica e tecnológica para o tratamento do TDAH

De escolas públicas a congressos internacionais: projeto “Exergame” destaca inovação científica e tecnológica para o tratamento do TDAH 1280 960 INPD Cism

Nos últimos meses, o projeto foi apresentado no Encontro Anual do American College of Sports Medicine (ACSM), nos Estados Unidos, e em duas escolas em Indaiatuba (SP)

Ciência e tecnologia aplicadas em conjunto para gerar impacto na sociedade: é com este objetivo que o projeto “Exergame” vem sendo desenvolvido pelo Centro de Pesquisa e Inovação em Saúde Mental (CISM) em parceria com a startup Move Sapiens. Nos últimos meses, o programa foi apresentado no Encontro Anual do American College of Sports Medicine (ACSM), nos Estados Unidos, e em duas escolas públicas em Indaiatuba (SP). 

Em maio, o Dr. Bryan Saunders representou o projeto no congresso realizado em Salt Lake City, Utah (EUA). O pesquisador colaborador da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), apresentou o trabalho intitulado “Virtual Reality HIIT Exergame Versus Traditional Shadowboxing: Physiological And Perceptual Equivalence In Amateur Boxers”. A pesquisa teve como objetivo comparar como o organismo e o participante responderam ao esforço físico durante a atividade do “Exergame” e a prática tradicional do shadowboxing em boxeadores amadores. 

Foram medidos marcadores fisiológicos –  como frequência cardíaca e consumo de oxigênio – e perceptivos sobre o esforço realizado, como sensação de cansaço e da intensidade do exercício. Os dados foram coletados logo após a sessão das atividades. 

Os resultados demonstraram que o “Exergame” de boxe em realidade virtual produziu respostas comparáveis à prática shadowboxing como treino intervalado de alta intensidade (HIIT), validando sua viabilidade como uma modalidade de exercício imersivo de alta intensidade. O “Exergame” simula um embate com robôs em um laboratório futurista. O jogo de realidade virtual, composto por óculos e controles de mão, vem sendo testado como uma uma nova abordagem terapêutica para adolescentes com TDAH. 

Shadowboxing – também conhecido como “luta com a sombra” – é um exercício em que a pessoa simula movimentos de luta sem enfrentar um adversário. São executados golpes, esquivas, deslocamentos e combinações de ataques no ar, como em uma luta. 

“A apresentação do pôster gerou interesse técnico significativo, com destaque para a curiosidade do público internacional sobre a mecânica do jogo e o potencial da tecnologia empregada”, comenta a Dra. Luana Farias Oliveira Saunders, pesquisadora do projeto. 

O ACSM é a maior organização de medicina esportiva e ciência do exercício do mundo, com quase 50 mil membros e profissionais certificados. A associação tem como missão educar e capacitar profissionais para promover a ciência e a prática da saúde e do desempenho humano.

Atuação na comunidade 

As palestras foram realizadas em duas escolas estaduais de Indaiatuba (SP)

No último mês, a equipe do programa deu sequência a visitas que vêm realizando desde o ano passado em escolas públicas da cidade de Indaiatuba. A atividade reforça a atuação direta dos pesquisadores na comunidade, aproximando a ciência da sociedade. 

No dia 3 de junho, a Dra. Luana ministrou uma palestra na Escola Estadual Profª Maria Bernadete Amgarten Peres, para um público de 18 pais e responsáveis. O encontro teve como objetivo levar conscientização sobre o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), bem como apresentar o programa para potenciais participantes. 

“A atividade registrou um elevado índice de receptividade, evidenciado pelo engajamento ativo dos participantes e pela extensa sessão de perguntas ao final, demonstrando interesse e a procura dos participantes em ingressar no estudo”, destaca. 

Já no dia 11 do mesmo mês, a equipe esteve na Escola Estadual Prof. Milton Leme do Prado, na qual realizou uma palestra a um grupo formado por 32 professores. Durante a exposição, foram explicadas as principais características do TDAH na adolescência. A pesquisadora também esclareceu dúvidas sobre o fluxo da participação no projeto. 

“A abordagem teve por objetivo conscientizar os educadores e permitir uma colaboração que amplie a divulgação do estudo e a identificação de possíveis participantes”, conclui a pesquisadora. Segundo a Dra. Luana, a equipe dará sequência a mais iniciativas como essas, que levam conhecimento e inovação científica à sociedade. 

O “Exergame”

O projeto é desenvolvido pelo CISM em parceria com a Move Sapiens e o Centro Universitário Max Planck (UniMAX). O treinamento aplica 12 ciclos de exercícios, com 16 segundos de esforço máximo, seguidos por 20 de descanso, totalizando 7 minutos e 12 segundos. O protocolo conta com uma avaliação psiquiátrica online, cinco visitas presenciais ao laboratório e um mês (20 sessões) de treinamento domiciliar.  

O “Exergame” está aberto à participação gratuita de adolescentes de 12 a 17 anos, que tenham diagnóstico ou suspeita de TDAH e não estejam tomando medicação para o transtorno. Os interessados devem passar por uma entrevista online com os pesquisadores do programa, responder a questionários e fazer alguns testes para entrar no projeto. 

O laboratório onde o programa é realizado fica no Centro Escola de Especialidades Médicas (CEEM) da UniMAX, na Rua Eurico Primo Venturine, 379, Jardim Pedroso, município de Indaiatuba (SP). Os interessados podem contatar a equipe do estudo através do WhatsApp (19) 99006-0349 ou do e-mail gamevrtdah@gmail.com. 

Além de Indaiatuba, o “Exergame” também é oferecido no Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), no Rio Grande do Sul, seguindo os mesmos critérios. Para participar, entre em contato com a equipe no e-mail prodahmovesapiens@gmail.com.

27 de julho 2026

Institucional CISM