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	<description>Centro de Pesquisa e Inovação em Saúde Mental</description>
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		<title>Agosto Verde em Indaiatuba: Equipe do “Primeiros Laços” promove ações educativas sobre a importância da primeira infância</title>
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		<dc:creator><![CDATA[INPD Cism]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Aug 2026 19:43:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[A ação, realizada pela Prefeitura de Indaiatuba, aconteceu no último dia 8; o grupo montou um estande com atividades interativas e orientações a gestantes e jovens mães   Até o dia 31, está em andamento a campanha “Agosto Verde: Mês da Primeira Infância”, com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância do cuidado, proteção [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><span style="font-weight: 400;">A ação, realizada pela Prefeitura de Indaiatuba, aconteceu no último dia 8; o grupo montou um estande com atividades interativas e orientações a gestantes e jovens mães  </span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></em></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Até o dia 31, está em andamento a campanha <strong>“Agosto Verde: Mês da Primeira Infância”</strong>, com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância do cuidado, proteção e do desenvolvimento desta fase da vida, que vai até os 6 anos de idade. Na manhã do último dia 8, a equipe do <strong>“Primeiros Laços”</strong> participou de um evento promovido pela Prefeitura Municipal de Indaiatuba, no interior de São Paulo, em referência à mobilização. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os integrantes do programa montaram três estações no evento, que aconteceu na EMEB do Complexo Educacional Professora Laura Fahl Corrêa. Os espaços contaram com atividades interativas relacionadas ao desenvolvimento infantil para orientar gestantes e jovens mães de primeira viagem sobre a maternidade e cuidados com o bebê. A primeira estação foi a sensorial, na qual havia um tapete interativo para crianças. A segunda foi a chamada </span><em><span style="font-weight: 400;">tummy time</span></em><span style="font-weight: 400;"> (tempo de bruços), atividade para estimular o bebê a ficar de bruços e explorar movimentos e objetos à sua volta. Já a terceira foi a do comando divertido. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“O estande do Primeiros Laços despertou bastante interesse”, comenta a enfermeira visitadora do programa, Laura Cuciolli de Santana, sobre como foi a ação. “O evento foi muito positivo, com a participação de diferentes setores da saúde e atividades voltadas à promoção e ao fortalecimento da primeira infância”, acrescenta. Ao lado de Laura, participaram da ação a também enfermeira Caroline Vita Santana e Helen Cristine Santa Silva, estudante de Enfermagem do Centro Universitário Max Planck (UniMAX &#8211; Indaiatuba) e bolsista de Iniciação Científica (IC) no programa. O aluno de psicologia Guilherme Contini Kawall, que participa de outro projeto do CISM, também marcou presença, apoiando as atividades.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante o evento, também foram oferecidos serviços de vacinação, brincadeiras, contação de histórias, atividades esportivas e recreativas para crianças, além de outras ações voltadas às famílias, gestantes e pessoas que fazem parte da rede de apoio. A atividade teve o objetivo de aproximar a população dos serviços públicos e, ainda, reforçar que o desenvolvimento das crianças depende do cuidado e da participação de todos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A equipe do “Primeiros Laços” participou a convite da enfermeira da Atenção Básica, Ingrid Pacheco, articuladora do Comitê pela Primeira Infância do Município de Indaiatuba. A profissional é responsável pela interlocução entre o CISM, a UniMAX e a Secretaria Municipal de Saúde, parceiros para o desenvolvimento do programa na cidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“A proximidade e a parceria que temos com a Secretaria Municipal de Saúde e com as enfermeiras das UBSs são muito importantes, pois fortalecem a integração entre o programa e os serviços de saúde. Essa relação próxima facilita a divulgação e a promoção do ‘Primeiros Laços’ no território e tem contribuído para que o programa esteja cada vez mais presente em eventos e ações voltados à população”, enfatiza Laura. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O “Primeiros Laços” apoia jovens gestantes e mães de primeira viagem, de 14 a 24 anos, especialmente no cuidado com a saúde mental e fortalecimento da competência parental. Visitas domiciliares de enfermeiras são oferecidas visando o cuidado das participantes e de seus bebês, bem como o desenvolvimento do vínculo afetivo entre eles.<br />
</span></p>
<div id="attachment_22750" style="width: 560px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-22750" class="wp-image-22750" src="https://cism.org.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-17-at-16.26.32-1-300x300.jpeg" alt="" width="550" height="550" srcset="https://cism.org.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-17-at-16.26.32-1-300x300.jpeg 300w, https://cism.org.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-17-at-16.26.32-1-1024x1024.jpeg 1024w, https://cism.org.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-17-at-16.26.32-1-150x150.jpeg 150w, https://cism.org.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-17-at-16.26.32-1-768x768.jpeg 768w, https://cism.org.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-17-at-16.26.32-1-1536x1536.jpeg 1536w, https://cism.org.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-17-at-16.26.32-1-560x560.jpeg 560w, https://cism.org.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-17-at-16.26.32-1-900x900.jpeg 900w, https://cism.org.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-17-at-16.26.32-1-400x400.jpeg 400w, https://cism.org.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-17-at-16.26.32-1.jpeg 1600w" sizes="(max-width: 550px) 100vw, 550px" /><p id="caption-attachment-22750" class="wp-caption-text">A equipe montou três estações interativas no evento, todas voltadas ao desenvolvimento infantil (Foto: Arquivo pessoal)</p></div>
<p><strong>Agosto Verde </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Estabelecida pela Lei Federal nº 14.617/2023, a campanha “Agosto Verde” é dedicada à conscientização sobre a importância da primeira infância e ao fortalecimento do compromisso entre o poder público, as instituições e a sociedade para garantir os direitos das crianças.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A primeira infância, que vai do nascimento até os 6 anos, é uma fase crucial para o desenvolvimento infantil. É nesse período que a criança cresce, aprende e desenvolve habilidades que a acompanham por toda a vida. Os cuidados, o carinho e as oportunidades oferecidas nessa fase ajudam a construir um futuro mais saudável e com mais qualidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“A primeira infância é um período fundamental para o desenvolvimento da criança, pois é quando se estabelecem importantes bases emocionais, sociais e cognitivas. No Primeiros Laços, trabalhamos especialmente o fortalecimento do vínculo, da responsividade e das competências parentais, apoiando as famílias desde a gestação até os primeiros anos de vida. Campanhas como essa são essenciais para ampliar o conhecimento e facilitar o acesso da população a informações e estratégias que favoreçam o desenvolvimento infantil”, ressalta a enfermeira Laura.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pelo segundo ano consecutivo, o CISM, ao lado do programa “Primeiros Laços”, participa como apoiador da campanha promovida pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal. Em 2026, o lema da mobilização é “Cuidar da primeira infância é cuidar do mundo”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O CISM une-se à iniciativa, ao lado de uma centena de organizações comprometidas em fazer a diferença desde o começo da vida, lembrando que a primeira infância é a fase mais potente do desenvolvimento humano. Saiba mais: </span><a href="https://mesdaprimeirainfancia.org.br/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">https://mesdaprimeirainfancia.org.br/</span></a><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><strong>O Primeiros Laços </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O programa “Primeiros Laços” está aberto à participação de adolescentes e jovens gestantes residentes do município de Indaiatuba. As interessadas devem procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência. É necessário estar na primeira gravidez, com até 20 semanas e ter de 14 a 24 anos de idade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Também é possível contatar a equipe para tirar dúvidas através do WhatsApp (19) 99568-8845 ou do e-mail primeiros.lacos.cism@gmail.com. O programa possui, ainda, um perfil no Instagram com mais informações, acesse: </span><a href="https://www.instagram.com/primeiroslacos_/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">@primeiroslacos_</span></a></p>
<p><em>17 de agosto 2026<br />
</em><br />
<strong>Institucional CISM</strong></p>
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		<item>
		<title>Pesquisadores do CISM treinam cerca de 200 profissionais do SUS para o cuidado em saúde mental na infância e adolescência</title>
		<link>https://cism.org.br/pesquisadores-do-cism-treinam-cerca-de-200-profissionais-do-sus-para-o-cuidado-em-saude-mental-na-infancia-e-adolescencia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[INPD Cism]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Aug 2026 18:02:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias em destaques]]></category>
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					<description><![CDATA[A capacitação foi voltada à equipe multiprofissional da Rede de Atenção Psicossocial, incluindo psicólogos, enfermeiros, assistentes sociais, fonoaudiólogos e médicos Integrantes do núcleo de pesquisa voltado à “Saúde Mental de Crianças e Jovens Adultos”, do Centro de Pesquisa e Inovação em Saúde Mental (CISM), realizaram uma nova capacitação para o acolhimento, identificação e cuidado em [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><span style="font-weight: 400;">A capacitação foi voltada à equipe multiprofissional da Rede de Atenção Psicossocial, incluindo psicólogos, enfermeiros, assistentes sociais, fonoaudiólogos e médicos<br />
</span></em></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Integrantes do núcleo de pesquisa voltado à “Saúde Mental de Crianças e Jovens Adultos”, do </span><strong>Centro de Pesquisa e Inovação em Saúde Mental (CISM)</strong><span style="font-weight: 400;"><strong>,</strong> realizaram uma nova capacitação para o acolhimento, identificação e cuidado em saúde mental na infância e adolescência. O treinamento aconteceu na última sexta-feira (7), na modalidade online, e reuniu aproximadamente 200 profissionais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), programa do ⁠Sistema Único de Saúde (SUS) destinado à assistência em saúde mental.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esta foi a segunda capacitação realizada neste ano, voltada a ampliar o acesso a intervenções em saúde mental e neurodesenvolvimento para crianças e adolescentes por meio da implementação de protocolos clínicos baseados em evidências na rede pública do Estado de São Paulo. A primeira aconteceu no dia 19 de junho, de forma presencial no auditório da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) &#8211; </span><a href="https://cism.org.br/pesquisadores-do-cism-realizam-capacitacao-sobre-cuidado-em-saude-mental-na-infancia-e-adolescencia-para-profissionais-da-atencao-primaria-de-sp/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">confira</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Participaram deste último treinamento psicólogos, enfermeiros, assistentes sociais, fonoaudiólogos, médicos psiquiatras, pediatras, além de educadores. A capacitação foi conduzida pela pesquisadora e neuropsicóloga Joana Portolese, responsável pelas atividades do CISM relacionadas à implementação de protocolos clínicos no SUS. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“O encontro é destinado a apoiar integrantes da equipe multiprofissional da RAPS, visando a orientação e o cuidado integral às demandas de saúde mental de crianças e adolescentes, o fortalecimento de práticas de acolhimento e intervenção breve, o desenvolvimento de habilidades para um apoio qualificado e sensível às necessidades, a promoção da identificação precoce e o devido encaminhamento, bem como o favorecimento da articulação em rede”, explica Joana. “Saúde mental se acolhe, se identifica, se cuida e se conecta”, acrescenta a pesquisadora.  </span></p>
<p><strong>O treinamento</strong></p>
<div id="attachment_22716" style="width: 760px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-22716" class="wp-image-22716" src="https://cism.org.br/wp-content/uploads/2026/08/Novo-Projeto-100-1-300x130.jpg" alt="" width="750" height="325" srcset="https://cism.org.br/wp-content/uploads/2026/08/Novo-Projeto-100-1-300x130.jpg 300w, https://cism.org.br/wp-content/uploads/2026/08/Novo-Projeto-100-1-1024x444.jpg 1024w, https://cism.org.br/wp-content/uploads/2026/08/Novo-Projeto-100-1-768x333.jpg 768w, https://cism.org.br/wp-content/uploads/2026/08/Novo-Projeto-100-1-1536x666.jpg 1536w, https://cism.org.br/wp-content/uploads/2026/08/Novo-Projeto-100-1.jpg 1920w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p id="caption-attachment-22716" class="wp-caption-text">Joana Portolese e os psiquiatras William Aoqui e Daniele Tamae ministraram as aulas do curso (Foto: Arquivo pessoal)</p></div>
<p><span style="font-weight: 400;">O curso, que começou pela manhã e se estendeu até o fim da tarde, foi dividido em duas partes, nas quais os palestrantes falaram sobre acolhimento e orientação para cuidadores e jovens, com foco no desenvolvimento de habilidades, avaliação de suporte, medidas protetivas e identificação compartilhada de desafios emocionais.</span><b></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro tema abordado foi o acolhimento e avaliação funcional para o direcionamento da intervenção no Transtorno do Espectro Autista (TEA). As aulas foram ministradas por Joana e pelos psiquiatras da infância e adolescência Daniele Tamae e William Aoqui. Este último focou sua fala no acolhimento, vínculo e engajamento da família no cuidado.  </span><b></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“A gente precisa tomar cuidado com a forma como a gente comunica com as famílias algumas questões que são mais delicadas, evitando falas de julgamento [&#8230;] A primeira questão que temos que considerar quando estamos diante de uma família, é tentar fazer esse acolhimento, para podermos trabalhar um vínculo para que ela realmente se engaje na proposta daquilo que a gente está querendo sensibilizar”, disse Aoqui.  </span><b></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre outros assuntos, a psiquiatra Daniele apresentou a “avaliação de segurança”, explicando aos participantes como identificar risco de suicídio, de autolesão e de danos causados por terceiros, com uma abordagem estruturada e bem estabelecida para apoiar o atendimento dos jovens e de seus familiares, visando garantir a segurança de todos. </span><b></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A psiquiatra também apresentou estratégias para o manejo de crises e de comportamentos agressivos no TEA, como redução de estímulos excessivos; linguagem clara e concreta; ensino de comunicação; e previsibilidade, ou seja, o estabelecimento de uma rotina e avisos. “O comportamento da agressividade não é uma birra intencional, está muito relacionado a toda sobrecarga que pode estar acontecendo”, pontuou na aula. </span><b></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com pesquisas voltadas a aprimorar métodos de identificação de pontos fortes e dificuldades em crianças e adolescentes no TEA, Joana apresentou algumas ferramentas que podem ser aplicadas para o cuidado e acolhimento dos pacientes, como um mini-plano realista para o reajuste do sono, focando em mudanças pequenas, mas alcançáveis. </span><b></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A psicóloga também abordou os chamados “gatilhos” e a necessidade de perceber o que acontece antes das crises. Joana explicou como os profissionais podem investigar os gatilhos junto à família do paciente ao observar a ocorrência de mudanças inesperadas na rotina, excesso de estímulos sensoriais e demandas difíceis ou poucos claras, por exemplo. </span><b></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O treinamento é fruto de uma parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e foi oferecido como uma iniciativa do CISM e do Child Mind Institute (CMI), que atuam em conjunto para o desenvolvimento das ações ligadas ao núcleo de pesquisa. Além de Joana e dos dois psiquiatras, a capacitação contou com a liderança do Professor da FMUSP Guilherme Polanczyk, pesquisador do CISM e coordenador do módulo “Saúde Mental de Crianças e Jovens Adultos”; e organização das psicólogas Paola Lourenço e Adriana Argeu.</span></p>
<p><em>11 de agosto 2026<br />
</em><br />
<strong>Institucional CISM</strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>CISM, por meio do projeto “Conexão Mentes do Futuro”, abre vaga para psicólogos</title>
		<link>https://cism.org.br/cism-por-meio-do-projeto-conexao-mentes-do-futuro-abre-vaga-para-psicologos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[INPD Cism]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Aug 2026 16:53:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Os candidatos selecionados realizarão avaliações neuropsicológicas e específicas nos participantes do projeto O Centro de Pesquisa e Inovação em Saúde Mental (CISM), por meio do projeto “Conexão Mentes do Futuro”, abre vaga para psicólogos para atuação em avaliação de testes neuropsicológicos e específicos do projeto. O trabalho envolve interação direta com participantes do projeto de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Os candidatos selecionados realizarão avaliações neuropsicológicas e específicas nos participantes do projeto<br />
</em></p>
<p>O <strong>Centro de Pesquisa e Inovação em Saúde Mental (CISM)</strong>, por meio do projeto <strong>“Conexão Mentes do Futuro”</strong>, abre vaga para psicólogos para atuação em avaliação de testes neuropsicológicos e específicos do projeto. O trabalho envolve interação direta com participantes do projeto de pesquisa científica, que iniciará sua nova onda de coletas &#8211; a quarta &#8211; em setembro. Em agosto, haverá um treinamento para os candidatos selecionados.</p>
<p>Os psicólogos atuarão com dados da “Coorte Brasileira de Alto Risco para Condições Mentais”, a <em>Brazilian High Risk Cohort (BHRC)</em>, um dos mais importantes estudos do mundo sobre o neurodesenvolvimento.</p>
<p>Os psicólogos serão responsáveis pela avaliação dos participantes do projeto (G2 &#8211; probandos), com a aplicação de testes neuropsicológicos e específicos, com duração aproximada de 4:30 horas por participante. Os psicólogos receberão material e treinamento para as coletas. Além dos probandos, também realizarão a avaliação dos filhos deles (G3), com escalas específicas do projeto &#8211; esta avaliação tem duração aproximada de 1:30 hora por participante criança.</p>
<p>Os selecionados deverão realizar, no mínimo, seis avaliações semanais e ter disponibilidade em turnos diversos &#8211; manhã, tarde e noite.</p>
<p>Será fornecido certificado de treinamento no protocolo de avaliação do projeto, que consiste em instrumentos padronizados de pesquisa em psicologia e psiquiatria. Não está incluída remuneração para o período de treinamento.</p>
<p>Confira a seguir os principais requisitos da vaga e como se candidatar.</p>
<p><strong>Requisitos</strong></p>
<ul>
<li>Formação em Psicologia;</li>
<li>Prestação de serviço através de pessoa jurídica (PJ), sendo necessário que o(a) candidato(a) possua CNPJ ativo;</li>
<li>Realizar no mínimo 6 avaliações semanais;</li>
<li>Ter disponibilidade em turnos diversos &#8211; manhã, tarde e noite;</li>
<li>Desejável experiência em pesquisa;</li>
<li>As avaliações poderão ser realizadas também aos finais de semana (sábado ou domingo), sempre de acordo com a disponibilidade dos participantes;</li>
<li>Consultório próprio ou sublocado exclusivamente na cidade de São Paulo (SP).</li>
</ul>
<p><strong>Remuneração</strong></p>
<p>A remuneração é de R$ 200,00 a R$ 500,00 por avaliação completa, dependendo da modalidade (online, consultório ou domiciliar). Avaliações incompletas não serão computadas. O valor já inclui os gastos do profissional com transporte, telefone para marcação da avaliação, consultório e internet.</p>
<p><strong>Candidaturas</strong></p>
<p>Para conferir as informações completas da oportunidade e se inscrever, acesse o formulário clicando <a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSckc22UBXQrg5itcNLKDFXP1yv-B21LZDlVI1MXxkFoexigBQ/viewform" target="_blank" rel="noopener">NESTE LINK</a>.</p>
<p><strong>Mais informações</strong></p>
<p>O profissional receberá o telefone atualizado do participante e de contatos de sua família por meio de uma plataforma online. A entrevista (avaliação) ocorrerá no próprio consultório da(o) psicóloga(o). Portanto, é necessário ter acesso a internet e consultório em local adequado na cidade de São Paulo (SP).</p>
<p>Eventualmente será permitida avaliação na residência do jovem participante do projeto, mediante autorização dele e da família. No entanto, essa estratégia será utilizada como resgate e não como regra nas avaliações.</p>
<p>Os agendamentos das avaliações deverão ocorrer de acordo com a disponibilidade dos participantes e podem ser realizados também aos finais de semana.</p>
<p><strong>Dúvidas? </strong></p>
<p>Para saber mais sobre o projeto acesse: <a href="https://cism.org.br/pesquisa-conexao/" target="_blank" rel="noopener">https://cism.org.br/pesquisa-conexao/</a></p>
<p>Em caso de dúvidas sobre a vaga, contate a equipe em: projetoconexaomentesdofuturo@gmail.com</p>
<p><strong>O CISM</strong></p>
<p>Vinculado ao Departamento e Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP), o Centro de Pesquisa e Inovação em Saúde Mental (CISM) atua com o propósito de avançar e disseminar o conhecimento sobre saúde mental no Brasil a partir de intervenções inovadoras que melhoram o bem-estar das comunidades. As iniciativas do Centro de Pesquisa são possíveis graças ao apoio de seus financiadores, que incluem a FAPESP e o Banco Industrial do Brasil (BIB).</p>
<p>O CISM conta, ainda, com a parceria do Centro Universitário de Jaguariúna (UniFAJ), Centro Universitários Max Planck (UniMAX &#8211; Indaiatuba), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade Federal do Estado de São Paulo (UNIFESP) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).</p>
<p><em>10 de agosto 2026<br />
</em><br />
<strong>Institucional CISM</strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Estudo examina o ambiente de aprendizagem e os estressores acadêmicos de alunos de medicina</title>
		<link>https://cism.org.br/alunos-de-medicina-cotistas-sofrem-mais-depressao-e-estresse-do-que-estudantes-de-universidades-privadas-revela-estudo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[INPD Cism]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Aug 2026 20:46:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Pesquisa foi feita com 1.026 graduandos de 74 universidades públicas e privadas brasileiras; resultados foram publicados em importante revista científica Um estudo, realizado por integrantes do Centro de Pesquisa e Inovação em Saúde Mental (CISM), examinou as associações entre o ambiente de aprendizagem, os estressores acadêmicos e a saúde mental de estudantes brasileiros de medicina [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><i><span style="font-weight: 400;">Pesquisa foi feita com 1.026 graduandos de 74 universidades públicas e privadas brasileiras; resultados foram publicados em importante revista científica</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um estudo, realizado por integrantes do </span><strong>Centro de Pesquisa e Inovação em Saúde Mental (CISM)</strong><b>, </b><span style="font-weight: 400;">examinou as associações entre o ambiente de aprendizagem, os estressores acadêmicos e a saúde mental de estudantes brasileiros de medicina em diferentes contextos institucionais. Participaram da investigação científica 1.026 alunos do curso de medicina de 74 universidades públicas e privadas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A pesquisa, recém-publicada no periódico </span><em><a href="https://www.bjp.org.br/details/3707/en-US/learning-environment--academic-stressors--and-institutional-aspects-as-determinants-of-mental-health-outcomes-in-medical-education" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Brazilian Journal of Psychiatry (BJP)</span></a></em><span style="font-weight: 400;">, revelou que alunos de medicina que ingressaram no Ensino Superior por meio de políticas de ação afirmativa enfrentam vulnerabilidades acumuladas e ambientes de aprendizagem significativamente piores, com mais sintomas de depressão e estresse ao longo de suas trajetórias acadêmicas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para chegar às conclusões, os pesquisadores aplicaram diversos questionários e escalas nos participantes. Alguns dos instrumentos avaliaram sintomas mais gerais, como depressão, ansiedade, tristeza, perda de interesse, alterações de sono e cansaço, enquanto outros são específicos sobre a percepção do ambiente de aprendizagem e os fatores de estresse na formação médica, como o </span><span style="font-weight: 400;"><em>Johns Hopkins Learning Environment Scale (JHLES)</em> </span><span style="font-weight: 400;">e o </span><em><span style="font-weight: 400;">Medical Student Stressor Factor Scale (MSSFS / MSFSS)</span></em><span style="font-weight: 400;">, respectivamente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As escalas específicas sobre as condições do ambiente de aprendizagem examinaram aspectos como a qualidade das relações com colegas e professores, o apoio acadêmico, inclusão, oportunidades de aprendizado, carga de estudos, pressão por desempenho, dificuldades financeiras e até mesmo as incertezas sobre o futuro profissional. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O estudo foi orientado pelo psiquiatra e pesquisador do CISM, Dr. Rodolfo Furlan Damiano, e contou com a autoria da bolsista de Iniciação Científica (IC), Laura Fernandes Berto, aluna da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). A primeira autora é Clarissa Garcia Custódio, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“A pesquisa demonstrou que estudantes admitidos em universidades públicas por meio de políticas de ação afirmativa enfrentam vulnerabilidades acumuladas. Os dados indicam, portanto, que intervenções de saúde mental devem concentrar-se na redução da percepção do estresse no meio acadêmico e na melhoria dos ambientes de aprendizagem, especialmente em instituições públicas que atendem grupos socialmente desfavorecidos”, afirma Damiano.  </span></p>
<p><strong>As descobertas</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao avaliar os resultados dos questionários, os pesquisadores identificaram uma diferença de 2,7 pontos na escala que comparou o ambiente de aprendizagem entre os dois grupos. Enquanto os estudantes de universidades públicas pontuaram uma média de 81,9 neste quesito, os universitários de instituições privadas tiveram um dado superior: 84,6.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em relação aos sintomas de depressão, alunos cotistas pontuaram 14,2, os outros, por sua vez, 12,8 &#8211; uma diferença de 1,4 ponto. Já em relação ao estresse acadêmico, o primeiro grupo marcou 134 pontos na escala, enquanto o segundo (alunos não-cotistas) 129,1, ou seja, 4,9 pontos a menos. As três diferenças foram estatisticamente significativas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Além disso, o estudo revelou que os estressores acadêmicos estavam significativamente associados tanto aos sintomas depressivos quanto aos de ansiedade. Percebemos que quando há melhor percepção sobre a qualidade do ambiente de aprendizagem, menor é a gravidade dos sintomas depressivos”, destaca o pesquisador. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Do total geral de participantes, mais da metade (53,7%) se enquadrou em perfis de alto risco de vulnerabilidade psicológica, cerca de um terço (32,7%) em sofrimento moderado e uma minoria &#8211; de apenas 13,6% &#8211; em alto funcionamento, ou seja, com baixos níveis de depressão e ansiedade, menor estresse e boa adaptação ao ambiente acadêmico. “Notamos, ainda, que os alunos de ações afirmativas estavam mais concentrados nos perfis de maior sofrimento psicológico, ou seja, nos grupos de maior vulnerabilidade”, finaliza Damiano. </span></p>
<p><strong>Artigo</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O artigo publicado no </span><em><span style="font-weight: 400;">Brazilian </span></em><span style="font-weight: 400;"><em>Journal of Psychiatry</em> contou com a participação de outros pesquisadores do CISM, entre eles o Professor Euripedes Constantino Miguel, coordenador do Centro de Pesquisa, além de Lilian Cristie de Oliveira e Bianca Besteti Fernandes Damiano, que integram, ao lado de Damiano, o projeto “SAVE Study”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quer saber mais sobre os achados do estudo? Confira o artigo completo </span><a href="https://www.bjp.org.br/details/3707/en-US/learning-environment--academic-stressors--and-institutional-aspects-as-determinants-of-mental-health-outcomes-in-medical-education" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">AQUI</span></a><span style="font-weight: 400;">.  </span></p>
<p><strong>O CISM</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Centro de Pesquisa e Inovação em Saúde Mental (CISM) atua com o propósito de avançar e disseminar o conhecimento sobre saúde mental no Brasil a partir de intervenções inovadoras que melhoram o bem-estar das comunidades. É vinculado ao Departamento e ao Instituto de Psiquiatria (IPq), do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As iniciativas do Centro de Pesquisa são possíveis graças ao apoio de seus financiadores, que incluem a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), o Banco Industrial do Brasil (BIB) e o Stavros Niarchos Foundation (SNF) Global Center do Child Mind Institute. Entre as instituições parceiras, estão o Centro Universitários Max Planck (UniMAX Indaiatuba), Centro Universitário de Jaguariúna (UniFAJ), Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade Federal do Estado de São Paulo (Unifesp) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).</span></p>
<p><em>5 de agosto de 2026 &#8211; Atualizada em 20 de agosto de 2026 </em></p>
<p><strong>Institucional CISM</strong></p>
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		<title>Jornal da USP &#8211; Brasileiros estão tomando muito remédio para dormir, quando existem alternativas eficazes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[INPD Cism]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Aug 2026 21:01:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em estudo na USP, grande parte das pessoas que procuram atendimento psicológico para insônia já faziam uso de medicamentos, principalmente hipnóticos, benzodiazepínicos e drogas de venda livre, como antialérgicos  Texto: Luiza Caires, Jornal da USP A insônia atinge até um em cada três brasileiros, interferindo na saúde, no bem-estar e na produtividade. O problema tem [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><em>Em estudo na USP, grande parte das pessoas que procuram atendimento psicológico para insônia já faziam uso de medicamentos, principalmente hipnóticos, benzodiazepínicos e drogas de venda livre, como antialérgicos</em></p>
<p><strong> Texto:</strong> Luiza Caires, Jornal da USP</p>
<p>A insônia atinge até um em cada três brasileiros, interferindo na saúde, no bem-estar e na produtividade. O problema tem uma abordagem eficiente que não requer medicação, a terapia cognitivo comportamental (TCC), primeira linha de tratamento, mas ainda pouco utilizada. Um estudo da USP acaba de mostrar que os remédios para dormir continuam sendo o tratamento predominante, sejam prescritos ou por automedicação. 60% dos participantes relataram o uso, com destaque para os hipnóticos (44% dos participantes), como o Zolpidem, e os benzodiazepínicos (37,9%), como o clonazepam – ambos com efeitos adversos que podem ser graves, especialmente no longo prazo.</p>
<p>A pesquisa liderada pelo Instituto de Psiquiatria (IPq) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) mostrou que uma parcela expressiva dos adultos que procuraram tratamento psicológico para insônia já fazia uso de medicamentos para dormir. Para Renatha El Rafihi Ferreira, coordenadora do estudo <a href="https://www.thieme-connect.de/products/ejournals/html/10.1055/s-0046-1825529" target="_blank" rel="noopener">publicado na revista <em>Sleep Science</em></a>, “os números indicam a necessidade de ampliar o acesso a intervenções comportamentais, e promover o uso racional desses medicamentos”.</p>
<p><strong>Outros resultados<br />
</strong></p>
<p>O estudo identifica as classes de medicações mais usadas. Além dos já citados hipnóticos e benzodiazepínicos, chama a atenção a prevalência de drogas de venda livre (39% dos participantes relataram uso), como antialérgicos e relaxantes musculares. “Isso mostra que as pessoas estão se automedicando. Muitas vezes quem usa essas drogas de balcão não está tendo acompanhamento”, diz Renatha El Rafihi.</p>
<p>A pesquisa aponta também os padrões de uso, contínuo ou ocasional. O Zolpidem foi o medicamento mais frequentemente relatado no geral, mas com uma prevalência significativamente maior entre os usuários contínuos. Outros medicamentos mais comumente usados de forma contínua incluíram trazodona, mirtazapina, pregabalina e quetiapina. O uso de relaxantes musculares e anti-histamínicos foi mais comum entre os usuários ocasionais.</p>
<p>Os resultados mostram ainda como aspectos populacionais e clínicos estão associados ao consumo. Entre os fatores sociodemográficos está a raça – 74% das pessoas brancas faziam uso de medicações para dormir, contra 26% de pretos e pardos, e essa maior prevalência independe da gravidade da insônia.</p>
<p>“O uso e o abuso podem ocorrer em todos os contextos, mas provavelmente estas pessoas [pretos e pardos] têm menos acesso aos serviços de saúde no geral”, diz Ana Flávia Bonini, psiquiatra do Centro de Atenção Psicossocial e primeira autora do artigo, referindo-se à interseção entre raça e renda.</p>
<p>Renatha El Rafihi conta também que, entre os pesquisadores da área, existe uma percepção de que drogas Z e benzodiazepínicos sejam receitados principalmente fora da psiquiatria, na clínica geral ou outras especialidades. “As duas especialidades mais adequadas para tratar a insônia são a medicina do sono e a psiquiatria. Acreditamos que não seja onde aconteça a maior prescrição dessas drogas para tratar a insônia [não ocasional], mas isso é outra discussão, uma hipótese que ainda precisa ser investigada”.</p>
<p>Entre as limitações do estudo realizado, ela aponta que o questionário foi auto aplicado — e nem tudo que as pessoas respondem podem corresponder à realidade. Além disso, a amostra de participantes foi obtida em um grupo que já estava buscando terapia para a insônia no IPq, o que não permite dizer que ele é um recorte do Brasil. “O ideal seria uma população mais diversa, com diferentes níveis de escolaridade. Tivemos uma parcela pequena de participantes com baixa escolaridade, pardos e negros. Apesar de conseguirmos fazer uma uma análise em cima disso, a maioria eram pessoas brancas que estavam à procura de terapia”.</p>
<p><strong>Insônia e Terapia Cognitivo Comportamental<br />
</strong></p>
<p>O que define a insônia? “A pessoa tem que apresentar queixas de início e manutenção do sono pelo menos três vezes na semana. Ou seja, dificuldade para dormir, ou despertar à noite de modo significativo, com demora de mais de meia hora para retornar ao sono. Ou ainda, acordar mais cedo do que o desejado e não conseguir retornar após 30 minutos”, explica a pesquisadora, pontuando que acordar à noite, ir ao banheiro e voltar a dormir não é considerado insônia.</p>
<p>Mas essas queixas ainda não são suficientes para preencher os critérios diagnósticos; têm que vir acompanhadas de prejuízos durante o dia. “Por exemplo, fadiga, irritabilidade, dificuldade de concentração, entre outras”, diz a neurologista especialista em medicina do sono Rosa Hasan, acrescentando que, para ser considerada insônia crônica, ela deve ocorrer pelo menos três vezes por semana há pelo menos três meses.</p>
<p>E que perpetua a insônia? “Estresse crônico, ansiedade com o desempenho do próprio sono, doenças crônicas não tratadas, como depressão, dor crônica, e  hábitos desfavoráveis a um bom sono. Aqui precisa de avaliação médica e tratamento para o problema não ir piorando”, diz a médica.</p>
<p>“Existe o que chamamos de ‘teoria dos três pês’. Primeiro, a pessoa já tem uma predisposição para desenvolver insônia”, explica Renatha El Rafihi. Algumas acumulam mais cortisol [hormônio ligado ao estresse] do que outras, por exemplo, ou têm perfis psicológicos que são predisponentes, com muitos pensamentos ruminativos”, detalha.</p>
<p>Somado a isso, existem os fatores de precipitação, os gatilhos. “Uma pandemia, um divórcio, crise financeira ou mesmo uma promoção no trabalho, que vai mexer na rotina dessa pessoa”.</p>
<p>Por fim, existem os fatores perpetuadores. “Muitas vezes a forma com que lidamos com o sono piora a insônia. Por exemplo, eu não consegui dormir bem à noite, então eu vou estender o tempo na cama pela manhã. Ou eu vou tirar cochilos. Ou então vou mais cedo para cama no dia seguinte”, explica a psicóloga.</p>
<p>Essas estratégias, que parecem uma resolução, tendem a tornar a insônia crônica. “Quanto mais tempo você permanece na cama acordado, mais seu cérebro entende que seu corpo fica em vigília deitado. A orientação que a gente dá é que se use a cama somente para atividade sexual e sono”, diz Renatha El Rafihi, já entrando na abordagem em que se especializou. “A Terapia Cognitivo Comportamental para Insônia (TCCI) vai focar em hábitos e na crença sobre o sono, quer dizer, na forma como a pessoa pensa sobre ele. Ela é o tratamento padrão ouro para insônia.”</p>
<p>E não é só higiene do sono, ressalta a psicóloga, apesar da higiene fazer parte dela, assim como a psicoeducação. “A TCCI é uma abordagem teórica com três componentes principais: restrição de sono, controle de estímulos e reestruturação cognitiva”.</p>
<p>Também como abordagem comportamental para insônia surgiu, mais recentemente, a Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT, na sigla em inglês). “É o que a gente chama de terceira onda. Em vez de focar só em sintomas, hábitos e no que a pessoa pensa sobre o sono, a ACT amplia para outras questões da vida do paciente, é mais uma psicoterapia. Por exemplo, se existe um comportamento de evitação, ele acaba tendo menos autocuidado e isso consequentemente afeta o sono. É como se a insônia fosse só um sintoma de outros padrões da vida desse paciente.”</p>
<p>Apesar de mais nova, estudos têm mostrado a eficácia da ACT no longo prazo, após  seis meses em média, enquanto na TCCI os resultados aparecem mais em curto prazo. Mas não necessariamente a TCCI é superior por isso; diferentes pacientes podem responder melhor a uma ou a outra terapia.</p>
<p>Os remédios, portanto, não precisam e não devem ser a primeira escolha no tratamento da insônia. “Uma das coisas mais alarmantes das drogas como Zolpidem ou benzodiazepínicos é o seu poder de causar dependência. A pessoa aumenta a dose, mas vai precisar de cada vez mais para que ela faça efeito — é o que a gente chama de tolerância. É muito fácil se viciar”, diz Renatha El Rafihi.</p>
<p>Os prejuízos do uso prolongado dos benzodiazepínicos ao cognitivo são bastante comentados, mas já existem estudos mostrando que as drogas Z também estão associadas a falhas cognitivas e de memória no longo prazo. Além disso, mesmo em curto prazo, ambas as classes de medicação aumentam as quedas em idosos e causam esquecimentos. No caso do Zolpidem, por exemplo, há relatos da pessoa entrar em um site e fazer várias compras das quais não se lembra depois, ou mandar mensagens para um grupo de WhatsApp que não mandaria em seu estado habitual. Rosa Hassan alerta que “a retirada dessa medicações, quando em uso prolongado,  deve ser orientada por médico”.</p>
<p><strong>Contexto importa</strong></p>
<p>Ana Flávia Bonini ressalta que as questões sociais devem ser integradas no atendimento ao paciente. “A insônia não acontece isoladamente. Quando atendemos alguém em vulnerabilidade social, temos que levar em consideração os fatores que estão ocorrendo ali: desemprego, violência, insegurança alimentar, moradia inadequada, jornadas de trabalho intensas, tempo gasto no deslocamento, estresse crônico… tudo isso interfere diretamente na qualidade do sono”, diz ela, ao explicar que não faz sentido orientar apenas a higiene do sono para alguém que mora em uma casa muito barulhenta, com muitas pessoas dividindo o mesmo cômodo. “Como ela vai fazer o desligamento progressivo dos estímulos nesta realidade?” Ou uma pessoa que trabalha em horários irregulares, em turnos. “O tratamento deve ser individualizado, não adianta falar em um protocolo só, que na prática não vai servir para todos”, diz a psiquiatra, que atende tanto na rede pública quanto privada.</p>
<p>Ela explica que nos dois contextos o tratamento começa por tentar entender o que está causando a insônia. Transtornos como depressão e ansiedade estão bastante associados à insônia em uma relação recíproca e bidirecional. Mas no SUS, especialmente no CAPS e na UBS, é ainda mais importante o cuidado multiprofissional, justamente porque muitas questões ultrapassam a dimensão médica. “Psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, enfermeiros, toda equipe contribui para o cuidado; temos que tirar o foco só da parte médica e medicamentosa” diz ela, ao ressaltar que, quando indicados os remédios podem e devem sim ser utilizados para aumentar o conforto e melhorar a qualidade de vida dos pacientes, mas sempre por tempo limitado, com acompanhamento e ajuste de dose.</p>
<p>Sobre as terapias comportamentais, ela reforça que são a primeira linha de tratamento pelas diretrizes internacionais, e acredita que ainda não estão largamente disponíveis na rede pública porque exigem profissionais treinados, um tempo de acompanhamento e uma estrutura que muitas vezes é difícil de ser oferecida para tantas pessoas. Ela também menciona o fato destas terapias precisarem de mais tempo, e que às vezes isso se choca com a expectativa dos pacientes – e dos profissionais – por uma solução rápida, e as medicações acabam sendo a primeira opção.</p>
<p>Renatha El Rafihi aponta que essas medicações foram desenvolvidas para uso em curto prazo, mas com o seu poder de causar dependência, as pessoas o prolongam. “Até porque elas trazem a possibilidade de você tomar a medicação e conseguir controlar o horário que vai dormir”, diz. “Dormir é um comportamento para o qual você tem que preparar seu corpo; você não controla o horário em que vai ter sono ou dormir. E aí nesse mundo contemporâneo, em que nós queremos cada vez mais ‘mandar em nós mesmos’, no nosso corpo, essas drogas trazem esse controle.”</p>
<p>Além das entrevistadas, o artigo teve autoria de Helder Sérgio Lira Soares Filho e Andrea C. Toscanini, e pode ser acessado <a href="https://www.thieme-connect.de/products/ejournals/html/10.1055/s-0046-1825529" target="_blank" rel="noopener">neste link</a>.</p>
<p><em>*Estagiária sob orientação de Simone Gomes</em></p>
<p><strong>Fonte: <a href="https://jornal.usp.br/ciencias/brasileiros-estao-tomando-muito-remedio-para-dormir-quando-ha-alternativas-eficazes/" target="_blank" rel="noopener">Jornal da USP</a></strong></p>
<p>3 de agosto de 2026</p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
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		<title>De escolas públicas a congressos internacionais: projeto “Exergame” destaca inovação científica e tecnológica para o tratamento do TDAH</title>
		<link>https://cism.org.br/de-escolas-publicas-a-congressos-internacionais-projeto-exergame-destaca-inovacao-cientifica-e-tecnologica-para-o-tratamento-do-tdah/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[INPD Cism]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2026 19:11:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Nos últimos meses, o projeto foi apresentado no Encontro Anual do American College of Sports Medicine (ACSM), nos Estados Unidos, e em duas escolas em Indaiatuba (SP) Ciência e tecnologia aplicadas em conjunto para gerar impacto na sociedade: é com este objetivo que o projeto “Exergame” vem sendo desenvolvido pelo Centro de Pesquisa e Inovação [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Nos últimos meses, o projeto foi apresentado no Encontro Anual do American College of Sports Medicine (ACSM), nos Estados Unidos, e em duas escolas em Indaiatuba (SP)<br />
</em></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ciência e tecnologia aplicadas em conjunto para gerar impacto na sociedade: é com este objetivo que o projeto “Exergame” vem sendo desenvolvido pelo </span><strong>Centro de Pesquisa e Inovação em Saúde Mental (CISM)</strong> <span style="font-weight: 400;">em parceria com a startup Move Sapiens. Nos últimos meses, o programa foi apresentado no Encontro Anual do </span><em><span style="font-weight: 400;">American College of Sports Medicine (ACSM)</span></em><span style="font-weight: 400;">, nos Estados Unidos, e em duas escolas públicas em Indaiatuba (SP). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em maio, o Dr. Bryan Saunders representou o projeto no congresso realizado em Salt Lake City, Utah (EUA). O pesquisador colaborador da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), apresentou o trabalho intitulado “Virtual Reality HIIT Exergame Versus Traditional Shadowboxing: Physiological And Perceptual Equivalence In Amateur Boxers”. A pesquisa teve como objetivo comparar como o organismo e o participante responderam ao esforço físico durante a atividade do “Exergame” e a prática tradicional do shadowboxing em boxeadores amadores. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Foram medidos marcadores fisiológicos &#8211;  como frequência cardíaca e consumo de oxigênio &#8211; e perceptivos sobre o esforço realizado, como sensação de cansaço e da intensidade do exercício. Os dados foram coletados logo após a sessão das atividades. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os resultados demonstraram que o “Exergame” de boxe em realidade virtual produziu respostas comparáveis à prática shadowboxing como treino intervalado de alta intensidade (HIIT), validando sua viabilidade como uma modalidade de exercício imersivo de alta intensidade. O “Exergame” simula um embate com robôs em um laboratório futurista. O jogo de realidade virtual, composto por óculos e controles de mão, vem sendo testado como uma uma nova abordagem terapêutica para adolescentes com TDAH. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Shadowboxing &#8211; também conhecido como “luta com a sombra” &#8211; é um exercício em que a pessoa simula movimentos de luta sem enfrentar um adversário. São executados golpes, esquivas, deslocamentos e combinações de ataques no ar, como em uma luta. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“A apresentação do pôster gerou interesse técnico significativo, com destaque para a curiosidade do público internacional sobre a mecânica do jogo e o potencial da tecnologia empregada”, comenta a Dra. Luana Farias Oliveira Saunders, pesquisadora do projeto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ACSM é a maior organização de medicina esportiva e ciência do exercício do mundo, com quase 50 mil membros e profissionais certificados. A associação tem como missão educar e capacitar profissionais para promover a ciência e a prática da saúde e do desempenho humano.</span></p>
<p><strong>Atuação na comunidade </strong></p>
<div id="attachment_22293" style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-22293" class="wp-image-22293" src="https://cism.org.br/wp-content/uploads/2026/07/Captura-de-Tela-2026-07-27-as-16.08.51-300x172.png" alt="" width="700" height="402" srcset="https://cism.org.br/wp-content/uploads/2026/07/Captura-de-Tela-2026-07-27-as-16.08.51-300x172.png 300w, https://cism.org.br/wp-content/uploads/2026/07/Captura-de-Tela-2026-07-27-as-16.08.51-1024x588.png 1024w, https://cism.org.br/wp-content/uploads/2026/07/Captura-de-Tela-2026-07-27-as-16.08.51-768x441.png 768w, https://cism.org.br/wp-content/uploads/2026/07/Captura-de-Tela-2026-07-27-as-16.08.51.png 1244w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" /><p id="caption-attachment-22293" class="wp-caption-text">As palestras foram realizadas em duas escolas estaduais de Indaiatuba (SP)</p></div>
<p><span style="font-weight: 400;">No último mês, a equipe do programa deu sequência a visitas que vêm realizando desde o ano passado em escolas públicas da cidade de Indaiatuba. A atividade reforça a atuação direta dos pesquisadores na comunidade, aproximando a ciência da sociedade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No dia 3 de junho, a Dra. Luana ministrou uma palestra na Escola Estadual Profª Maria Bernadete Amgarten Peres, para um público de 18 pais e responsáveis. O encontro teve como objetivo levar conscientização sobre o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), bem como apresentar o programa para potenciais participantes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“A atividade registrou um elevado índice de receptividade, evidenciado pelo engajamento ativo dos participantes e pela extensa sessão de perguntas ao final, demonstrando interesse e a procura dos participantes em ingressar no estudo”, destaca. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já no dia 11 do mesmo mês, a equipe esteve na Escola Estadual Prof. Milton Leme do Prado, na qual realizou uma palestra a um grupo formado por 32 professores. Durante a exposição, foram explicadas as principais características do TDAH na adolescência. A pesquisadora também esclareceu dúvidas sobre o fluxo da participação no projeto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“A abordagem teve por objetivo conscientizar os educadores e permitir uma colaboração que amplie a divulgação do estudo e a identificação de possíveis participantes”, conclui a pesquisadora. Segundo a Dra. Luana, a equipe dará sequência a mais iniciativas como essas, que levam conhecimento e inovação científica à sociedade. </span></p>
<p><strong>O “Exergame”</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O projeto é desenvolvido pelo CISM em parceria com a Move Sapiens e o Centro Universitário Max Planck (UniMAX). O treinamento aplica 12 ciclos de exercícios, com 16 segundos de esforço máximo, seguidos por 20 de descanso, totalizando 7 minutos e 12 segundos. O protocolo conta com uma avaliação psiquiátrica online, cinco visitas presenciais ao laboratório e um mês (20 sessões) de treinamento domiciliar.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O “Exergame” está aberto à participação gratuita de adolescentes de 12 a 17 anos, que tenham diagnóstico ou suspeita de TDAH e não estejam tomando medicação para o transtorno. Os interessados devem passar por uma entrevista online com os pesquisadores do programa, responder a questionários e fazer alguns testes para entrar no projeto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O laboratório onde o programa é realizado fica no Centro Escola de Especialidades Médicas (CEEM) da UniMAX, na Rua Eurico Primo Venturine, 379, Jardim Pedroso, município de Indaiatuba (SP). Os interessados podem contatar a equipe do estudo através do WhatsApp (19) 99006-0349 ou do e-mail gamevrtdah@gmail.com. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de Indaiatuba, o “Exergame” também é oferecido no Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), no Rio Grande do Sul, seguindo os mesmos critérios. Para participar, entre em contato com a equipe no e-mail prodahmovesapiens@gmail.com.<br />
</span></p>
<p><em>27 de julho 2026</em></p>
<p><strong>Institucional CISM</strong></p>
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		<title>Estudo revela como a genética influencia o surgimento, evolução e intensidade da depressão da infância ao início da vida adulta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[INPD Cism]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 14:57:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[A pesquisa foi conduzida com mais de 2 mil jovens acompanhados em São Paulo e Porto Alegre; o estudo é um dos poucos deste tipo já realizados em populações miscigenadas A ciência já sabe que o Transtorno Depressivo Maior (TDM) apresenta um componente hereditário relevante. Entretanto, ainda não está evidente o quanto a genética influencia [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><span style="font-weight: 400;">A pesquisa foi conduzida com mais de 2 mil jovens acompanhados em São Paulo e Porto Alegre; o estudo é um dos poucos deste tipo já realizados em populações miscigenadas<br />
</span></em></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A ciência já sabe que o Transtorno Depressivo Maior (TDM) apresenta um componente hereditário relevante. Entretanto, ainda não está evidente o quanto a genética influencia no surgimento, evolução e intensidade dos sintomas em populações miscigenadas, como a brasileira. Isso porque a maioria dos estudos genéticos sobre o tema foi conduzida em populações europeias. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um estudo brasileiro, </span><a href="https://www.biologicalpsychiatryjournal.com/article/S0006-3223(26)01397-1/fulltext" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">recém-publicado no periódico </span><em><span style="font-weight: 400;">Biological Psychiatry</span></em></a><span style="font-weight: 400;">, traz uma nova perspectiva sobre a predisposição de uma pessoa para desenvolver depressão com base em sua combinação genética. A pesquisa investigou o chamado “risco poligênico” para TDM em 2.163 jovens, com idades entre 6 e 23 anos, em São Paulo (SP) e Porto Alegre (RS), acompanhados em três fases ao longo da infância ao início da vida adulta. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os cientistas do </span><strong>Centro de Pesquisa e Inovação em Saúde Mental (CISM)</strong><span style="font-weight: 400;"> avaliaram o impacto da genética no diagnóstico do transtorno e em sua evolução. A pesquisa foi conduzida pelo psiquiatra e pesquisador Marcelo Brañas e pelo doutorando Lucas Ito, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), ambos como co-primeiros autores.   </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os jovens participantes da pesquisa fazem parte da Coorte Brasileira de Alto Risco para Condições Mentais (BHRC)</span><i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; </span></i><span style="font-weight: 400;">um longo estudo que acompanha o grupo há mais de 15 anos em uma investigação científica sobre a origem genética e ambiental dos transtornos mentais. O projeto, que é um dos mais importantes do mundo sobre o desenvolvimento do cérebro, é ligado ao CISM, onde recebe o nome <strong>“</strong></span><strong>Conexão Mentes do Futuro”. </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“O nosso artigo buscou responder à pergunta se o risco genético para depressão apenas define um ponto de partida para o surgimento do transtorno ou se também molda a forma como os sintomas evoluem à medida que um jovem cresce”, explica o Dr. Brañas. “Procuramos saber também se as ferramentas já existentes sobre esse impacto genético realmente funcionam fora de populações de ascendência europeia, visto que populações brasileiras miscigenadas seguem amplamente ausentes da genética psiquiátrica”, completa. </span></p>
<p><strong>As descobertas </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após a análise dos dados, os pesquisadores descobriram que pessoas com maior predisposição genética à depressão tendem a apresentar sintomas mais intensos e que aumentam mais rapidamente ao longo do tempo. Quanto maior o risco genético, mais elevados eram os níveis iniciais dos sintomas, bem como sua rápida intensificação ao longo da adolescência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, a pesquisa científica também avaliou que, entre os participantes que já tinham o Transtorno Depressivo Maior, a predisposição genética mais alta também está associada a uma maior frequência de casos de autolesão não suicida (ALNS). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Do total de participantes, 45,6% eram do sexo feminino. Os cientistas analisaram os dados primeiramente no grupo oriundo de crianças e jovens de Porto Alegre e depois de São Paulo, percebendo que os resultados deste último acompanharam os do primeiro. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Nesta coorte de jovens de uma população miscigenada, o risco poligênico para transtorno depressivo maior demonstrou relativa especificidade diagnóstica e identificou um curso de evolução mais grave da depressão. Além disso, sua associação com a autolesão não suicida em indivíduos com depressão contribui para compreender como comportamentos mais graves estão associados a cargas genéticas mais altas e reforça a relevância de estudar populações com diferentes ancestralidades”, destaca Lucas Ito. </span></p>
<p><strong>O artigo </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O trabalho é o segundo que compõe o doutorado de Marcelo Brañas, concluído em abril pelo CISM. O estudo foi orientado pelo coordenador do Centro de Pesquisa, o Professor Euripedes Constantino Miguel, e coorientado pelo pesquisador da BHRC e do CISM, Pedro Mario Pan, vinculado à Unifesp. Outros integrantes do CISM e da BHRC estão entre os autores: o vice-coordenador Luis Augusto Rohde, Marcos Croci, Beatriz Ravagnani, Marcos Leite Santoro, Giovanni Salum, Sintia Belangero, Mauricio Hoffmann, Victoria Fogaça Doretto e Vanessa Kiyomi Ota.</span> <span style="font-weight: 400;">O estudo também contou com a mentoria da pesquisadora Lois Choi-Kain, da Harvard University, nos Estados Unidos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Gostou do estudo? Quer saber mais? Acesse o artigo “Risco Poligênico para Depressão Maior: Especificidade Diagnóstica e Trajetórias do Desenvolvimento em uma Coorte Miscigenada de Jovens” na íntegra, </span><a href="https://www.biologicalpsychiatryjournal.com/article/S0006-3223(26)01397-1/fulltext" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">na </span><em><span style="font-weight: 400;">Biological Psychiatry.</span></em></a><em> <span style="font-weight: 400;"> </span></em></p>
<p><em>23 de julho 2026</em></p>
<p><strong>Institucional CISM</strong></p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>A morfologia cerebral do TOC: estudo inédito, realizado com 4,5 mil pessoas, aponta mecanismos do cérebro envolvidos na origem da doença</title>
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		<dc:creator><![CDATA[INPD Cism]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 17:38:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[A pesquisa foi conduzida com bolsa de doutorado da FAPESP, pelo cientista brasileiro Leonardo Saraiva, premiado internacionalmente, e envolveu um consórcio científico integrado por pesquisadores de diversos países  Alterações na curvatura cortical e na similaridade entre estruturas cerebrais refletem processos essenciais para o desenvolvimento do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC). É o que revela um grande estudo [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><span style="font-weight: 400;">A pesquisa foi conduzida com bolsa de doutorado da FAPESP, pelo cientista brasileiro Leonardo Saraiva, premiado internacionalmente, e envolveu um consórcio científico integrado por pesquisadores de diversos países </span></em><i><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Alterações na curvatura cortical e na similaridade entre estruturas cerebrais refletem processos essenciais para o desenvolvimento do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC). É o que revela um grande estudo que, de forma pioneira, examinou características específicas do cérebro em sua  relação com o TOC. As descobertas demonstram a importância de uma abordagem abrangente para a caracterização da morfologia cerebral para maior compreensão sobre a origem e o tratamento do transtorno de saúde mental.  </span><i></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A pesquisa acaba de ser publicada na </span><em><span style="font-weight: 400;">Nature Communications</span></em><span style="font-weight: 400;">, da </span><em><span style="font-weight: 400;">Springer Nature</span></em><span style="font-weight: 400;">, um dos periódicos científicos mais prestigiados e de maior impacto na ciência mundial. O estudo é fruto de uma intensa produção científica iniciada pelo cientista brasileiro Dr. Leonardo Saraiva ainda durante doutorado no Programa de Pós-graduação em Psiquiatria na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Atualmente, Saraiva é pós-doutorando em psiquiatria pela Escola de Medicina da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, e pesquisador do grupo </span><strong>Gen_TOC</strong><span style="font-weight: 400;">, projeto de pesquisa do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (IPq-HC), da FMUSP.</span><i></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A investigação envolveu extensa análise de dados de forma completa e contou com o auxílio de </span><em><span style="font-weight: 400;">machine learning</span></em><i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; </span></i><span style="font-weight: 400;">modelos estatísticos que ajudaram a explorar associações entre cérebro e comportamento. Ao final das análises, os cientistas apresentaram uma caracterização morfológica abrangente do TOC em uma grande amostra formada por 4.519 participantes &#8211; 2.255 pacientes com TOC e 2.264 “controles”, ou seja, sem o transtorno.  </span><i></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para chegar à caracterização, os pesquisadores avaliaram nove características corticais (fenótipos) e quatro subcorticais, incluindo vários que nunca tinham sido examinados anteriormente no TOC e raramente em outros transtornos. Além disso, analisaram um novo fenótipo de rede de similaridade estrutural subcortical &#8211; diferentes regiões do cérebro que se parecem entre si em termos de características estruturais.</span><i></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As análises foram feitas a partir da verificação de exames de neuroimagem e observação da expressão gênica, ou seja, a atividade dos genes, o chamado RNA, em tecido cerebral coletado em participantes durante neurocirurgia de Estimulação Cerebral Profunda, inclusive em pacientes que tinham o Transtorno Obsessivo-Compulsivo.  </span><i></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O estudo envolve forte colaboração internacional a partir do consórcio científico </span><strong>ENIGMA-OCD</strong><span style="font-weight: 400;"> (Enhancing NeuroImaging Genetics through Meta-Analysis – Obsessive-Compulsive Disorder), o maior consórcio de pesquisa em neuroimagem sobre TOC, que reúne dezenas de centros de pesquisa no mundo todo. Mais de 100 cientistas, brasileiros e estrangeiros, assinam o artigo final publicado no periódico. </span><i></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O estudo incluiu 47 conjuntos de dados de 26 centros internacionais participantes do ENIGMA-OCD. Cada conjunto continha dados demográficos, clínicos e de neuroimagem estrutural de pacientes com TOC e neurotípicos. Em relação aos pacientes brasileiros, alguns integram a Coorte Brasileira de Alto Risco para Condições Mentais (BHRC) &#8211; </span><em><span style="font-weight: 400;">Brazilian High Risk Cohort </span></em><span style="font-weight: 400;">&#8211; um dos maiores estudos do mundo sobre o desenvolvimento do cérebro, ligado ao </span><strong>Centro de Pesquisa e Inovação em Saúde Mental (CISM)</strong><span style="font-weight: 400;">. </span><i></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Centro de Pesquisa envolve a FMUSP, Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o Centro Universitário de Jaguariúna (UniFAJ), o Centro Universitário Max Planck (UniMAX &#8211; Indaiatuba) e é patrocinado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e pelo Banco Industrial do Brasil (BIB).  </span><i></i></p>
<p><strong>Necessidade de uma análise abrangente </strong><i></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Estudos sobre a forma, estrutura e organização do cérebro em doenças mentais geralmente se concentram em algumas características observadas em exames de neuroimagem. O diferencial da atual pesquisa é que ela foi além nos fenótipos observados e conseguiu chegar a uma caracterização mais abrangente em relação ao transtorno. </span><i></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O TOC foi um dos primeiros transtornos mentais associados a alterações em regiões específicas do cérebro. Quatro décadas de pesquisa em neuroimagem do transtorno fomentaram modelos de circuitos neurais da doença e apoiaram intervenções neurocirúrgicas em casos resistentes ao tratamento. Entretanto, o TOC ainda é definido apenas por critérios subjetivos, ou seja, não existem mecanismos neurobiológicos ou biomarcadores (medidas) estabelecidos para definir a ocorrência da doença. Para Saraiva, este fato ressalta a necessidade de novas estratégias para analisar dados de neuroimagem.</span><i></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“A arquitetura do cérebro é complexa e qualquer uma das inúmeras características cerebrais pode ser afetada por patologias. No entanto, estudos de neuroimagem sobre TOC, e a maioria dos estudos em outros transtornos, têm se concentrado somente em alguns fenótipos estruturais, o que captura apenas uma fração da complexidade”, aponta o pesquisador. “Uma mudança em direção a uma análise de neuroimagem multi-fenótipo poderia aprimorar nossa compreensão da disfunção cerebral, integrando </span><i><span style="font-weight: 400;">insights</span></i><span style="font-weight: 400;"> complementares de fenótipos com fundamentos neurobiológicos distintos”, acrescenta.  </span><i></i></p>
<p><strong>As descobertas do estudo<br />
</strong></p>
<div id="attachment_22108" style="width: 510px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-22108" class="wp-image-22108" src="https://cism.org.br/wp-content/uploads/2026/07/Captura-de-Tela-2026-07-20-as-14.34.16-1-300x278.jpg" alt="" width="500" height="464" srcset="https://cism.org.br/wp-content/uploads/2026/07/Captura-de-Tela-2026-07-20-as-14.34.16-1-300x278.jpg 300w, https://cism.org.br/wp-content/uploads/2026/07/Captura-de-Tela-2026-07-20-as-14.34.16-1-1024x950.jpg 1024w, https://cism.org.br/wp-content/uploads/2026/07/Captura-de-Tela-2026-07-20-as-14.34.16-1-768x712.jpg 768w, https://cism.org.br/wp-content/uploads/2026/07/Captura-de-Tela-2026-07-20-as-14.34.16-1.jpg 1518w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /><p id="caption-attachment-22108" class="wp-caption-text">Figura publicada no artigo mostra alterações em características cerebrais visualizadas em neuroimagem e diferenças entre participantes com e sem TOC (Imagem: Reprodução)</p></div>
<p><span style="font-weight: 400;">O cientista Saraiva explica que alterações em diferentes partes do cérebro, localizadas em regiões distintas, foram notadas quando os pesquisadores analisaram características estruturais. “Observamos alterações na curvatura cortical localizadas em regiões constituintes da rede frontoparietal, aumento do grau dos nós da rede de similaridade estrutural em regiões sensório-motoras, e alterações localizadas no formato de estruturas subcorticais subcortical”, explica o cientista especialista em TOC.</span><b></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os pesquisadores desenvolveram uma nova medida de similaridade estrutural entre regiões subcorticais. Os fenótipos revelaram padrões distintos de alterações regionais &#8211; curvatura cortical, profundidade dos sulcos e redes de similaridade estrutural &#8211; mostrando associações mais específicas com o Transtorno Obsessivo-Compulsivo. </span><b></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de examinarem as características a partir de neuroimagem, os cientistas também realizaram uma análise de expressão gênica (de atividade dos genes) &#8211; RNA &#8211; em tecido do córtex pré-frontal dorsolateral coletado em pacientes durante neurocirurgia de Estimulação Cerebral Profunda. A análise revelou que os genes com atividade reduzida estavam relacionados às alterações observadas no córtex cerebral, implicando desregulação de neurônios excitatórios (aqueles que estimulam outros neurônios).  </span><b></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Genes com expressão diferencial previamente relatados em tecido cerebral </span><i><span style="font-weight: 400;">post-mortem </span></i><span style="font-weight: 400;">de pacientes com TOC também contribuíram para as alterações notadas no córtex. Essas descobertas reforçam a importância de uma abordagem abrangente e multifenotípica para a caracterização da morfologia cerebral e sugerem que alterações na curvatura cortical e na similaridade estrutural refletem processos fisiopatológicos essenciais no TOC. Tudo isso pode impulsionar a descoberta dos mecanismos neurais que estão por trás das doenças mentais, apoiando sua adoção para melhor caracterizar os transtornos e os traços comportamentais de forma mais ampla”, enfatiza o pesquisador principal. </span><b></b></p>
<p><strong>Pesquisa colaborativa </strong><b></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O estudo foi supervisionado por grandes cientistas de renome internacional quando o assunto é TOC, entre eles a Professora Carolina Cappi, da Universidade de Rutgers, nos Estados Unidos, o Professor Christopher Pittenger, da Universidade de Yale (EUA), e o Professor Euripedes Constantino Miguel, coordenador do </span><strong>Centro de Pesquisa e Inovação em Saúde Mental (CISM)</strong><span style="font-weight: 400;">, orientador do doutorado de Saraiva e chefe do Departamento de Psiquiatria da FMUSP.</span><b></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Professor Euripedes destaca a forte colaboração internacional, envolvendo inúmeras instituições, que possibilitou a realização do estudo. “O projeto está inserido nas linhas de atuação do CISM e do PROTOC, ambos com forte compromisso na construção de uma ciência verdadeiramente colaborativa. Trata-se de um estudo que reúne </span><i><span style="font-weight: 400;">hard science</span></i><span style="font-weight: 400;">, métodos rigorosos, experimentos controlados e uma análise de dados extremamente abrangente, com demanda de grande capacidade computacional, permitindo levantar hipóteses heurísticas sobre os mecanismos envolvidos na origem do TOC”, ressalta. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo conta o professor, esse avanço só foi possível graças a uma articulação internacional ampla, envolvendo inúmeros centros ao redor do mundo, no âmbito do consórcio ENIGMA-OCD. “Destaco, em particular, a colaboração com a Universidade de Yale, que disponibilizou um cluster de computadores essencial para viabilizar análises dessa magnitude e complexidade”, afirma. “No centro desse esforço está o talento e a dedicação do Leonardo Saraiva, cujo trabalho foi decisivo para transformar essa possibilidade em realidade. O reconhecimento desse talento o levou a ser incorporado como pós-doutorando em Yale, o que é motivo de grande orgulho para todos nós”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Professor Euripedes explica que o próximo passo, e talvez o mais estratégico, é criar no Brasil a infraestrutura necessária para que pesquisadores como Saraiva possam retornar e continuar desenvolvendo estudos competitivos em nível internacional, “fortalecendo de forma sustentável a ciência no nosso país.”</span></p>
<p><strong>Quem é Leonardo Saraiva<br />
</strong></p>
<div id="attachment_22112" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-22112" class="wp-image-22112" src="https://cism.org.br/wp-content/uploads/2026/07/Captura-de-Tela-2026-07-20-as-14.35.37-1-300x158.jpg" alt="" width="650" height="342" srcset="https://cism.org.br/wp-content/uploads/2026/07/Captura-de-Tela-2026-07-20-as-14.35.37-1-300x158.jpg 300w, https://cism.org.br/wp-content/uploads/2026/07/Captura-de-Tela-2026-07-20-as-14.35.37-1-1024x538.jpg 1024w, https://cism.org.br/wp-content/uploads/2026/07/Captura-de-Tela-2026-07-20-as-14.35.37-1-768x404.jpg 768w, https://cism.org.br/wp-content/uploads/2026/07/Captura-de-Tela-2026-07-20-as-14.35.37-1.jpg 1282w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-22112" class="wp-caption-text">Brasileiro, Leonardo Saraiva formou-se na USP e agora realiza pesquisas em Yale (Foto: Arquivo pessoal)</p></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em 2020, Leonardo Cardoso Saraiva concluiu doutorado direto em um programa de psiquiatria da FMUSP, com bolsa da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). Os estudos iniciados no doutorado, com orientação dos professores Euripedes e Carolina Cappi, levaram o jovem cientista a ser selecionado para o pós-doutorado em Yale. </span><b></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2025, Saraiva recebeu um dos mais prestigiados prêmios da área de saúde mental: o “Michael A. Jenike Young Investigator Award”, concedido pela International OCD Foundations (IOCDF), a maior organização do mundo dedicada ao TOC. Ele foi premiado por propor uma abordagem inovadora para entender as bases biológicas do transtorno.</span><b></b></p>
<p><strong>O artigo </strong><b></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O estudo foi publicado </span><span style="font-weight: 400;">no periódico </span><em><span style="font-weight: 400;">Nature Communications</span></em><span style="font-weight: 400;">. Além do Professor Euripedes, conta com outros pesquisadores do CISM entre os autores: Marcelo Q. Hoexter e Maria Alice de Mathis. Quer saber mais? </span><span style="font-weight: 400;">Acesse </span><a href="https://www.nature.com/articles/s41467-026-74153-2" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">neste link</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></p>
<p><em>20 de julho 2026</em></p>
<p><strong>Institucional CISM</strong></p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Equipe do CONEMO se reúne com representantes das secretarias de saúde de Indaiatuba e Jaguariúna para alinhar a expansão do projeto</title>
		<link>https://cism.org.br/equipe-do-conemo-se-reune-com-representantes-das-secretarias-de-saude-de-indaiatuba-e-jaguariuna-para-alinhar-a-expansao-do-projeto/</link>
					<comments>https://cism.org.br/equipe-do-conemo-se-reune-com-representantes-das-secretarias-de-saude-de-indaiatuba-e-jaguariuna-para-alinhar-a-expansao-do-projeto/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[INPD Cism]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 17:26:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Os encontros aconteceram no começo do mês com o objetivo de avançar no processo de implementação do projeto nos dois municípios do interior de São Paulo  A equipe do CONEMO está avançando com os detalhes finais para a expansão do projeto nas cidades de Indaiatuba e Jaguariúna, no interior de São Paulo. Na primeira semana [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><span style="font-weight: 400;">Os encontros aconteceram no começo do mês com o objetivo de avançar no processo de implementação do projeto nos dois municípios do interior de São Paulo </span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></em></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A equipe do CONEMO está avançando com os detalhes finais para a expansão do projeto nas cidades de Indaiatuba e Jaguariúna, no interior de São Paulo. Na primeira semana deste mês, os pesquisadores participaram de duas reuniões com gestores de saúde de ambos os municípios para alinhar a implementação do serviço em mais Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Atualmente, o aplicativo é oferecido a usuários de seis UBSs.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos encontros foi realizado com o secretário de saúde de Indaiatuba, o Dr. Flávio Brito. O segundo foi com Silvia Angélica Dias Fernandes, coordenadora da Atenção Básica de Jaguariúna, e as equipes da Estratégia Saúde da Família (ESF). Ambos aconteceram na sede da secretaria municipal de saúde de cada um dos dois municípios. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O objetivo, segundo explica a psicóloga Beatriz Atti, assistente de pesquisa do CONEMO, foi alinhar como ocorrerá a expansão do projeto para mais unidades de saúde nas duas cidades e planejar os próximos passos e as adaptações necessárias para esta nova etapa do processo de implementação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As reuniões contaram com a participação de outros membros da equipe, entre eles o diretor científico do CISM, Professor Paulo Rossi Menezes, as pesquisadoras Heloísa Garcia Claro Fernandes e Alice Xavier e a mestranda Beatriz Gualandi. Entre outros assuntos, também foram apresentados os resultados dos primeiros estudos do projeto, os meios de divulgação dentro das UBSs e como ocorre a jornada dos usuários. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O grupo conduz o trabalho com os gestores públicos desde 2023. Graças à parceria entre o CISM, as duas secretarias, o Centro Universitário de Jaguariúna (UniFAJ) e o Centro Universitário Max Planck (UniMAX &#8211; Indaiatuba), o serviço vem alcançando o sistema público de saúde a fim de impactar a vida dos usuários. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Rotineiramente, os integrantes do CONEMO realizam visitas de acompanhamento nas unidades onde a intervenção já é disponibilizada, com o objetivo de garantir o bom funcionamento da tecnologia à comunidade &#8211; </span><a href="https://cism.org.br/equipe-do-conemo-visita-ubss-de-jaguariuna-e-indaiatuba-para-acompanhar-o-andamento-da-implementacao-do-projeto/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">saiba mais aqui</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No momento, o aplicativo está disponível em três UBSs de Indaiatuba &#8211; Jardim Brasil, João Pioli e Campo Bonito &#8211; e outras três em Jaguariúna &#8211; Nova Jaguariúna, Florianópolis e 12 de Setembro. A implementação vem sendo feita de maneira gradual, com a meta de alcançar todas as unidades de ambos os municípios. Desde sua concepção, o objetivo do projeto é de expansão para o “mundo real” do Sistema Único de Saúde (SUS).<br />
</span></p>
<div id="attachment_22100" style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-22100" class="wp-image-22100" src="https://cism.org.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-14-at-18.20.06-2-2-300x225.jpeg" alt="" width="700" height="525" srcset="https://cism.org.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-14-at-18.20.06-2-2-300x225.jpeg 300w, https://cism.org.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-14-at-18.20.06-2-2-1024x768.jpeg 1024w, https://cism.org.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-14-at-18.20.06-2-2-768x576.jpeg 768w, https://cism.org.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-14-at-18.20.06-2-2-560x420.jpeg 560w, https://cism.org.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-14-at-18.20.06-2-2-900x675.jpeg 900w, https://cism.org.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-14-at-18.20.06-2-2.jpeg 1280w" sizes="auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px" /><p id="caption-attachment-22100" class="wp-caption-text">A reunião em Indaiatuba aconteceu com o secretário de saúde Flávio Brito (Foto: Arquivo Pessoal)</p></div>
<p><strong>O projeto </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O CONEMO é uma intervenção de saúde mental baseada em um aplicativo de celular que utiliza técnicas da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) com o objetivo de melhorar sintomas de ansiedade e depressão. A tecnologia oferece jornadas de sessões e vídeos voltados à redução dos sintomas de ansiedade e depressão e sugere atividades prazerosas, dicas e estratégias para melhorar a saúde mental dos usuários. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O projeto é conduzido por psicólogos, psiquiatras e pesquisadores com experiência em estudos científicos e intervenções do tipo. A equipe aborda o contexto de saúde e sociodemográfico dos pacientes, faz análises estatísticas e coleta dados qualitativos para avaliar a eficácia do tratamento. A evolução dos participantes é acompanhada de perto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em breve, usuários das áreas de abrangência de todas as UBSs de Indaiatuba e Jaguariúna poderão se dirigir à unidade mais próxima para participar. É necessário preencher um formulário online e responder a questionários que avaliam a presença e intensidade de sintomas de depressão e ansiedade, indicando o uso do aplicativo CONEMO quando necessário. Os pacientes também podem ser orientados pelos profissionais das UBSs a responder às avaliações para possível utilização do aplicativo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A participação nas avaliações e uso do app CONEMO é gratuita e faz parte da atenção à saúde mental do SUS nos dois municípios.</span></p>
<p><em>20 de julho 2026</em></p>
<p><strong>Institucional CISM</strong></p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>MoBILab: Plataforma inédita é instalada no HC de São Paulo e de Porto Alegre para ampliar pesquisas sobre o neurodesenvolvimento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[INPD Cism]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 17:14:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[As equipes que realizarão as coletas passaram por uma semana de treinamento; a tecnologia medirá dados comportamentais, fisiológicos, cognitivos e neurobiológicos de crianças e jovens da Coorte Brasileira de Alto Risco para Condições Mentais (BHRC) Acaba de chegar ao Brasil o Multimodal Brain/Body Imaging Laboratory, conhecido como MoBILab, um supercomputador capaz de integrar, de forma [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>As equipes que realizarão as coletas passaram por uma semana de treinamento; a tecnologia medirá dados comportamentais, fisiológicos, cognitivos e neurobiológicos de crianças e jovens da Coorte Brasileira de Alto Risco para Condições Mentais (BHRC)<br />
</em></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Acaba de chegar ao Brasil o </span><em><strong>Multimodal Brain/Body Imaging Laboratory</strong></em><span style="font-weight: 400;">, conhecido como </span><strong>MoBILab</strong><span style="font-weight: 400;">, um supercomputador capaz de integrar, de forma sincronizada, medidas encefalográficas, rastreamento ocular e sinais fisiológicos em um único ambiente. O equipamento foi trazido ao país graças a uma parceria do </span><strong>Centro de Pesquisa e Inovação em Saúde Mental (CISM)</strong> <span style="font-weight: 400;">com o </span><strong>Child Mind Institute (CMI)</strong><span style="font-weight: 400;"> e é fruto de um investimento de </span><strong>R$ 1,5 milhão</strong><span style="font-weight: 400;"> vindos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e do Stavros Niarchos Foundation (SNF) Global Center do CMI. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A plataforma inédita será utilizada em pesquisas sobre o neurodesenvolvimento, possibilitando o avanço do conhecimento científico sobre o funcionamento do cérebro e o surgimento dos transtornos mentais. A plataforma, trazida ao país de forma pioneira pelo CISM e CMI, coloca o Brasil como o primeiro, e um dos únicos países ao lado da África do Sul, fora do eixo de nações de alta renda, a receber essa tecnologia de forma estruturada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os supercomputadores funcionarão no Complexo do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), na capital paulista, e no Centro de Pesquisa Clínica (CPC) do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), instituição parceira do CISM. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os cientistas do CISM aplicarão a tecnologia em crianças e jovens participantes da Coorte Brasileira de Alto Risco para Condições Mentais &#8211; </span><em><span style="font-weight: 400;">Brazilian High Risk Cohort (BHRC)</span></em><span style="font-weight: 400;">, um dos maiores estudos do mundo sobre a formação do cérebro. Ligado ao CISM, o projeto também recebe o nome de “Conexão Mentes do Futuro”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Coorte Brasileira acompanha, há mais de uma década e meia, 2.500 adolescentes nas cidades de São Paulo (SP) e Porto Alegre (RS) em um longo estudo sobre as origens genéticas e ambientais dos transtornos mentais, e pauta estudos no mundo inteiro. O diferencial estratégico da implementação do MoBILab no projeto é a criação de uma ponte intergeracional inédita na ciência nacional. Atualmente, os pesquisadores da Coorte vêm acompanhando três gerações: os participantes do estudo, seus pais e, agora, seus filhos.<br />
</span></p>
<div id="attachment_22090" style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-22090" class="wp-image-22090" src="https://cism.org.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-06-26-at-16.34.43-1-2-300x169.jpeg" alt="" width="700" height="394" srcset="https://cism.org.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-06-26-at-16.34.43-1-2-300x169.jpeg 300w, https://cism.org.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-06-26-at-16.34.43-1-2-1024x576.jpeg 1024w, https://cism.org.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-06-26-at-16.34.43-1-2-768x432.jpeg 768w, https://cism.org.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-06-26-at-16.34.43-1-2-1536x864.jpeg 1536w, https://cism.org.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-06-26-at-16.34.43-1-2-1170x658.jpeg 1170w, https://cism.org.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-06-26-at-16.34.43-1-2-1920x1080.jpeg 1920w" sizes="auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px" /><p id="caption-attachment-22090" class="wp-caption-text">Treinamento em São Paulo reúne os profissionais que utilizarão o supercomputador (Foto: Arquivo Pessoal)</p></div>
<p><span style="font-weight: 400;">“O MoBILab permite que o funcionamento do corpo e do cérebro possa ser investigado durante a realização de tarefas cotidianas que são necessárias para o desenvolvimento motor e acadêmico típico”, explica Laila Souza, gestora de projetos do “Conexão Mentes do Futuro”  do CISM. “Essa tecnologia é inédita no Brasil em pesquisas sobre o neurodesenvolvimento e possibilitará o avanço do conhecimento científico sobre o funcionamento do cérebro e o surgimento dos transtornos mentais”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O data manager André Simioni explica que a ferramenta possibilita a obtenção de dados mais objetivos dos participantes da pesquisa. “Às vezes você avalia uma criança que é mais retraída, ela acaba não relatando tão bem, ou uma criança que quer parecer mais legal para o entrevistador [pesquisador], então nem sempre é muito confiável. Já quando você pega dados mais objetivos, como rastreio ocular e espontaneidade no movimento, é possível obter dados que são mais replicáveis. A nossa expectativa é que isso se traduza em conhecimentos um pouco mais aprofundados em fatores de risco e fatores de proteção”.  </span></p>
<p><strong>Treinamento </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No mês passado, as equipes que realizarão as coletas com a plataforma passaram por uma semana de treinamento em São Paulo (SP) e em Porto Alegre (RS). A capacitação, que contou com a participação especial de duas crianças voluntárias, possibilitou que os pesquisadores pudessem aplicar na íntegra o protocolo do MoBILab.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em São Paulo, o treinamento foi conduzido por Nathalia Esper, que atua com engenheira de software científico no Child Mind Institute, e contou com o apoio de integrantes do CISM &#8211; Carina de Giusti, gestora de projetos; Laila Souza, gestora de projetos; Aline Camargo Ramos, gestora científica; André Simioni, data manager; &#8211; e de Nicole Burke, que também atua com engenheira de software científico no CMI. Em Porto Alegre, a capacitação foi ministrada por Nathalia, com participação de Laila. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O psiquiatra e pesquisador Pedro Mario Pan, responsável pela área que conduzirá as coletas com o MoBILab, também acompanhou o treinamento em São Paulo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Pesquisas sobre o neurodesenvolvimento e as origens dos transtornos mentais possibilitam a antecipação de diagnósticos e a personalização de intervenções precoces. O MobILAB se mostra como um importante ganho para a ciência porque é uma ferramenta que, de forma inovadora, apoiará os cientistas a avançarem em estudos deste tipo”, destaca Carina, psicóloga e coordenadora do “Conexão Mentes do Futuro” em São Paulo.<br />
</span></p>
<div id="attachment_22092" style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-22092" class="wp-image-22092" src="https://cism.org.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-14-at-16.12.43-1-2-263x300.jpeg" alt="" width="450" height="514" srcset="https://cism.org.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-14-at-16.12.43-1-2-263x300.jpeg 263w, https://cism.org.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-14-at-16.12.43-1-2-896x1024.jpeg 896w, https://cism.org.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-14-at-16.12.43-1-2-768x878.jpeg 768w, https://cism.org.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-14-at-16.12.43-1-2.jpeg 1120w" sizes="auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px" /><p id="caption-attachment-22092" class="wp-caption-text">A equipe que atua em Porto Alegre também passou por uma semana de capacitação (Foto: Arquivo Pessoal)</p></div>
<p><strong>Como funcionará a tecnologia</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O MoBILab permite a coleta de dados de eletroencefalograma, rastreamento ocular, sinais fisiológicos periféricos, movimento corporal e tarefas cognitivas, incorporando estratégias de fenotipagem em ambiente natural por actigrafia e avaliação ecológica momentânea. Isso significa a coleta de informações sobre o comportamento, estado emocional e o funcionamento dos usuários durante o dia a dia, por meio de dispositivos vestíveis (como relógios ou pulseiras) que registram continuamente movimentos corporais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse tipo de coleta permite que o funcionamento do corpo e do cérebro possa ser investigado durante a realização de tarefas cotidianas que são necessárias para o desenvolvimento motor e acadêmico típico. Ainda, a partir de métodos inovadores, permite que esse funcionamento seja avaliado durante a exposição a tecnologias que hoje são muito comuns, como assistir vídeos no YouTube ou interagir com aplicativos &#8211; ainda se sabe pouco sobre o efeito dessas tecnologias no funcionamento cerebral em tempo real. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A ferramenta permite rastrear, por exemplo, respiração, movimento, análise de fala, reconhecimento de emoções faciais e aspectos motores e cognitivos. A integração dessas medidas em um ambiente multimodal abre novas possibilidades para compreender o desenvolvimento cerebral e os fatores associados à saúde mental ao longo da vida. A plataforma conta com um capacete de eletroencefalografia (EEG) e </span><em><span style="font-weight: 400;">eye tracking</span></em><span style="font-weight: 400;"> &#8211; óculos que consegue registrar movimentos oculares e direcionamento do olhar. No dia a dia, os participantes do projeto ainda usarão um </span><em><span style="font-weight: 400;">fitbit</span></em><span style="font-weight: 400;"> &#8211; pulseira que monitora sinais fisiológicos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante o protocolo da coleta, que dura cerca de 1 hora e meia, os participantes do projeto de pesquisa são monitorados enquanto realizam algumas tarefas que podem ativar diferentes áreas do cérebro, como desenhar tracejados com ambas as mãos, completar sequências alfabéticas e numéricas e, ainda, assistir a vídeos de animação e conteúdos diversos na tela do computador, bem como reproduzir sons em um microfone. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A plataforma está integrada a um novo núcleo de pesquisa do CISM, voltado ao avanço da saúde mental de crianças, adolescentes e jovens adultos – confira </span><a href="https://inpd.org.br/expansao-cism-lanca-novo-modulo-de-pesquisa-dedicado-a-transformar-a-saude-mental-de-criancas-e-jovens-no-brasil/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">aqui</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://cism.org.br/mobilab-membros-do-cism-recebem-treinamento-para-operar-plataforma-inedita-no-brasil-voltada-a-pesquisas-sobre-neurodesenvolvimento/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">aqui</span></a><span style="font-weight: 400;">.<br />
</span></p>
<div id="attachment_22094" style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-22094" class="wp-image-22094" src="https://cism.org.br/wp-content/uploads/2026/07/Novo-Projeto-88-1-300x200.jpg" alt="" width="700" height="468" srcset="https://cism.org.br/wp-content/uploads/2026/07/Novo-Projeto-88-1-300x200.jpg 300w, https://cism.org.br/wp-content/uploads/2026/07/Novo-Projeto-88-1-1024x684.jpg 1024w, https://cism.org.br/wp-content/uploads/2026/07/Novo-Projeto-88-1-768x513.jpg 768w, https://cism.org.br/wp-content/uploads/2026/07/Novo-Projeto-88-1-1536x1026.jpg 1536w, https://cism.org.br/wp-content/uploads/2026/07/Novo-Projeto-88-1.jpg 1617w" sizes="auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px" /><p id="caption-attachment-22094" class="wp-caption-text">O treinamento foi ministrado por pesquisadoras do Child Mind Institute, parceiro do CISM (Foto: Divulgação/CISM)</p></div>
<p><em>20 de julho 2026</em></p>
<p><strong>Institucional CISM</strong></p>
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