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Soluções Digitais

Programa Soluções Digitais

O Centro de Avaliação e Incubação de Intervenções Digitais em Saúde Mental visa desenvolver, testar e validar tecnologias para melhorar a vida das pessoas com problemas de saúde mental.

A pandemia da Covid-19 impulsionou o uso de soluções digitais para a saúde mental em todo o mundo. Apps de celular e telessaúde têm se mostrado eficazes no tratamento e prevenção de condições comuns de saúde mental, oferecendo técnicas adaptadas de terapias como a cognitivo-comportamental. Além disso, os dispositivos móveis permitem uma melhor comunicação entre profissionais de saúde e pacientes, melhorando o engajamento e a adesão ao tratamento.

No entanto, é necessário mais estudos e avaliação rigorosa das soluções disponíveis no mercado para determinar sua eficácia. O Centro de Avaliação e Incubação de Intervenções Digitais em Saúde Mental surge neste contexto, visando desenvolver, testar e validar diversas tecnologias para melhorar a vida das pessoas com problemas de saúde mental, o que representa uma oportunidade de acesso e intervenção mais ampla na área da saúde mental.

TRIS

O projeto “Tratamento Remoto com Incentivos à Sobriedade (TRIS)” é a primeira intervenção de manejo de contingências para Transtorno por Uso de Álcool (TUA), baseada em aplicativo, desenvolvida no Brasil. A intervenção conta com um bafômetro de bolso acoplado ao aplicativo e visa motivar os participantes a alcançarem a abstinência de álcool ao oferecer incentivos financeiros.

Os usuários recebem um breve treinamento para utilizar o aplicativo durante 12 semanas e são orientados a enviar amostras, via app, três vezes ao dia, em horários específicos. Os participantes recebem reembolsos, com certo valor monetário, todo dia que submeterem todas as amostras negativas para uso de álcool.

Atualmente, o projeto TRIS avalia a efetividade da estratégia em um ensaio clínico randomizado, que inclui pacientes entre 18 e 70 anos, em tratamento para Transtorno por Uso de Álcool no Instituto Perdizes (IPer), do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), ou no AME Vila Maria, na capital paulista.

Exergame

O projeto “Exergame” testa um jogo de videogame em realidade virtual como uma nova abordagem terapêutica para jovens com TDAH. São estudados dois jogos, que acontecem em um ambiente imersivo e engajador, simulando um laboratório futurista, e têm a duração de apenas 7 minutos e 12 segundos.

O protocolo conta com uma avaliação psiquiátrica online, cinco visitas presenciais ao laboratório e um mês (20 sessões) de treinamento domiciliar com acompanhamento remoto pela equipe. Os interessados devem passar por uma entrevista online com os pesquisadores, responder a questionários e fazer alguns testes para entrar no projeto.

O projeto está aberto à participação gratuita de adolescentes de 12 a 17 anos, que tenham diagnóstico ou suspeita de TDAH e que não estejam tomando medicação para o transtorno. Para mais informações sobre como participar em Indaiatuba (SP), contate a equipe através do WhatsApp (19) 99006-0349 ou do e-mail gamevrtdah@gmail.com. Para participar em Porto Alegre (RS), entre em contato via e-mail: prodahmovesapiens@gmail.com.

Vínculo

O Projeto Vínculo reúne dois programas de intervenção psicológica – ensaios clínicos randomizados – baseados em evidências científicas, fundamentados nas Terapias Cognitivo-Comportamentais (TCC) e nas terapias comportamentais contextuais.

O primeiro, “Vínculo Transdiagnóstico”, avalia a eficácia de uma intervenção psicológica transdiagnóstica para sintomas emocionais (ansiedade e depressão) e dificuldades do sono. O segundo ensaio, “Vínculo-TOC”, é destinado ao tratamento do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC).

Ambos os programas utilizam um modelo híbrido de atendimento, combinando conteúdos estruturados enviados por meio do WhatsApp, com apoio de um chatbot, e acompanhamento individual realizado por um psicólogo ao longo de toda a intervenção. O primeiro é entregue integralmente online por meio do WhatsApp com suporte profissional, em comparação a um controle ativo baseado em psicoeducação digital. O segundo utiliza a mesma plataforma tecnológica e modelo híbrido de cuidado.

Além de investigar a eficácia clínica das intervenções, os estudos avaliam indicadores de adesão, engajamento, usabilidade, aceitabilidade e viabilidade de implementação em um país de renda média. Espera-se que esse modelo contribua para ampliar o acesso a tratamentos psicológicos baseados em evidências, preservando o acompanhamento profissional e os critérios clínicos de segurança.

Motherly+

O projeto Motherly+ “Psicoterapia de sessão única com suporte de aplicativo de smartphone para o tratamento de depressão pós-parto: ensaio clínico randomizado” visa testar a eficácia de uma intervenção que combina psicoterapia de sessão única com suporte do aplicativo Motherly para o tratamento da depressão pós-parto (DPP).

O estudo busca preencher uma lacuna científica sobre o impacto de psicoterapias breves integradas a recursos digitais, investigando não apenas a redução de sintomas, mas também os moderadores, mediadores e processos específicos, como a aliança terapêutica e o engajamento tecnológico, que influenciam os desfechos clínicos.

O método consiste em um ensaio clínico randomizado com 104 mulheres, entre 18 e 40 anos e até 12 meses após o parto, que serão alocadas entre o grupo de intervenção e uma lista de espera. O desfecho primário será a redução dos sintomas depressivos na quarta semana, enquanto os objetivos secundários incluem a análise de ansiedade, sono, estresse parental e mecanismos de mediação, como a aliança terapêutica e o engajamento com o aplicativo.